Contribuições neurocientíficas para as práticas pedagógicas

Umas das contribuições neurocientíficas é proporcionar novas competências e habilidades, a fim de serem aplicadas em suas práxis pedagógicas. Saiba mais

Texto Marta Relvas | Adaptação Isadora Couto | Foto Shutterstock

Uma vez na sala de aula em um curso de graduação um aluno me perguntou: “Professora, em que a senhora trabalha?” Fiquei assustada, pois jamais pensei que ser professora não era parâmetro de trabalho para as pessoas. Então respondi: “Sou trabalhadora de estudos acadêmicos e científicos, desperto sonhos e desejos em inteligências adormecidas, provoco mudanças em atitudes e comportamentos mediando processos de pensamentos críticos e reflexivos aplicados no cotidiano da vida das pessoas. Trabalho com gente no intuito de promover um futuro melhor e mais justo em nosso país. Tenho um compromisso com o ensino e a aprendizagem dos alunos na formação acadêmica nas universidades, desenvolvendo pesquisas a fim de aplicá-las na melhoria do desempenho e no progresso educacional. Por isso sou Professora… Com direitos e deveres como outro profissional, pois existem desafios a serem cumpridos”. O professor universitário tem que estar à frente do seu tempo, atualizado para novas tendências mercadológicas; é um profissional específico em sua área de atuação na atividade docente, por isso se faz necessário um despertar para a compreensão que a docência, como a pesquisa e o exercício de qualquer profissão, exigem a capacitação própria e específica, e que não se restringe apenas a ter um diploma de bacharel, ou mesmo de mestre, doutor, ou, ainda, apenas o exercício de uma profissão.

 

 

O Professor universitário precisa rever suas práticas pedagógicas docentes, pois caso contrário estará fadado à extinção, ou melhor, poderá virar um “professorsauro” na educação, obsoleto. O principal papel é o de aprender novas competências e habilidades, a fim de serem aplicadas em suas práxis pedagógicas. Para isso não basta saber muito tecnicamente, o professor universitário precisa aplicar didaticamente seus saberes e conhecimentos, tornando-se mediador e um provocador de desafios e curiosidades no ambiente de aprendizagem. Neste sentido, cabe ao Professor universitário um alerta quanto às suas funções, tanto na sociedade em geral quanto nas comunidades acadêmicas: perceber a necessidade de  renovação/atualização em torno da formação profissional, currículo e processos de aprendizagem. Sem dúvida o grande desafio do Professor universitário é promover a aprendizagem de seus acadêmicos, por isso, um dos caminhos para realizar tal tarefa é a de reconhecer como o cérebro de seus estudantes aprende e guarda saberes, e como se processa o upgrade do conhecimento contextualizado para o exercício profissional. Segundo CONSENZA & GUERRA (2011): O ambiente ao qual estamos expostos influencia o processo de aprendizagem, interferindo nos fatores psicológicos e emocionais, induzindo comportamentos que podem ser mais ou menos favoráveis ao aprendizado.

 

 

Revista Conhecimento Prático Língua Portuguesa | Ed. 55