Professor e aluno: uma relação delicada

Entenda como a interferência de alguns fatores podem mudar a relação existente entre professor e aluno

Texto Mary Sue Carvalho Pereira | Adaptação Isadora Couto | Foto Shutterstock 

Convencionaremos que AULA, aqui na nossa conversa, não se restringe a nossa tradicional aula expositiva, alunos sentados uns atrás dos outros, professor expositor, giz e lousa como únicas referências de apoio. AULA é aquele momento em que variações de estímulos são procurados, desde a sua própria voz, gestos, movimentos, uso de audiovisuais, que provocarão novas participações e respostas que não tinham sido exteriorizadas até então. O encanto da AULA estará na possibilidade de se tornar um “palco”, onde todos interagem na construção de conhecimento, ideias tomando forma, pois são dadas condições para as esperadas verdadeiras situações de aprendizagem. Lembro a você que o conhecimento fica se tiver cor, “música”, analogias, humor, situações-problema, algo de bizarro, se fizer repetições e muito mais. Mas importante mesmo é o conhecimento que o professor precisa ter do estágio de desenvolvimento dos seus alunos. Ah!… Tecnologia! Muito importante nessa hora é o professor pensar nos recursos tecnológicos como algo de valor a ser agregado ao seu trabalho em vez de se sentir ameaçado de que poderá ser ultrapassado por eles. E qual é o seu material instrucional, professor? Claro que você pode identificá-los: as figuras, os textos, objetos, instrumentos vários e muito mais, que vão proporcionar posicionamentos, criações, interpretações novas e vivências.

 

Nesse momento, não custa recordar seus Procedimentos de Ensino-Aprendizagem, que incluirá até Aula/Passeio! Quando proporciona meios ao aluno que o leve a criar novos significados, o professor incentiva-o a posicionar-se em frente à realidade que virá a enfrentar. Começamos a perceber que será essa metodologia dialógica estabelecida entre professor/aluno: o caminho do aprender, o vislumbre da conectividade e, como classificou Mathew Lipman (da metodologia do Aprender pelo Pensar), a sala de aula se transformando numa “Comunidade Investigativa”.Mas quais seriam as características didáticas de um bom Planejamento Didático que permitiria esse diálogo fluente entre aprendente,  a sala de aula, e o objeto de estudo?  Coerência e unidade; continuidade e sequência; flexibilidade; objetividade e funcionalidade; precisão e clareza. Voltamos agora à importância de o professor (mediador e facilitador) conhecer o grau de desenvolvimento do seus aprendentes, seja qual for o segmento em que atua. A sua prática necessitará desse conhecimento, com certeza. É o professor que, numa perspectiva globalizante, intervém no processo de aprendizagem dos alunos, criando situações problematizadoras, introduzindo novas informações, dando condições para que eles avancem em seus esquemas de compreensão da realidade. Lembremos que, antes das mudanças já vivenciadas no processo ensino/aprendizagem, o aluno era um sujeito dependente, que recebia passivamente o conteúdo passado pelo professor. Na perspectiva atual, o aluno é sujeito ativo, que usa toda sua experiência e conhecimento para resolver problemas.

 

 

 

Revista Conhecimento Prático Língua Portuguesa | Ed. 61