Neurociência e aprendizagem

A Neurociência estuda de que maneira nossas experiências afetam nossos circuitos neuronais e o desenvolvimento mental. Saiba mais!

Texto Ana Maria Antunes de Campos | Adaptação Isadora Couto | Foto Shutterstock


Quando buscamos o significado da palavra Neurociência, encontramos Neuro – (prefixo grego que significa nervo) e Ciência – (do latim traduzido como conhecimento). Assim vemos que neurociência é o conhecimento do sistema nervoso ou o estudo do sistema nervoso. Nosso sistema nervoso sempre foi uma incógnita, porém, devido ao grande avanço da medicina e com o uso da tecnologia, cientistas de diversos lugares do mundo têm contribuído para descobrir como funciona esse “complexo universo” que é nosso cérebro. A neurociência investiga quais os trabalhos realizados pelo sistema nervoso, a estrutura deste sistema micro e macroscopicamente e sua relação com as funções psíquicas. Investigando as alterações que podem ocorrer no comportamento humano e em seu processo de desenvolvimento biopsicossocial.  Neurociência estuda de que maneira nossas experiências afetam nossos circuitos neuronais e o desenvolvimento mental. Estudos recentes demonstram que esses circuitos são ativados quando vivenciamos experiências novas, ou seja, nosso cérebro reage aos estímulos do ambiente, criando intensas sinapses (conexões entre os neurônios, por onde passam os estímulos). Assim vemos claramente que o aprendizado ocorre através de todo estímulo recebido do meio que é captado pelos órgãos sensoriais e pela percepção, formando em nossa memória imagens desses impulsos, simbolizando nossa experiência, emoções e vivências. Sabemos que o desenvolvimento da neurociência é muito recente, cerca de 30 anos e seus estudos visam descobrir a cura de diversas doenças neurológicas.

 

 

Porém, atualmente encontramos uma diversidade de artigos e livros que se referenciam ao tema nos levando a pensar em como e de que forma a neurociência pode contribuir para a área educacional. A neurociência deve estar na sala de aula, pois se acredita que as pesquisas realizadas por essa ciências estão facilitando o processo de identificação de alunos com problemas de aprendizado, como a dislexia, e ajudando-os a identificar intervenções que podem melhorar seus desempenhos. Não cabe ao professor compreender suas funções, lobos e sulcos, no entanto é de extrema importância saber sobre as contribuições da neurociência para o processo de aprendizagem dos alunos. Compreender que cada criança é um indivíduo e, como tal, aprende de forma diferente e em tempo diferente. Quando o professor aceita que a sala onde leciona é heterogênea, ele consegue auxiliar o aluno, para que essa criança tenha compreensão dos conteúdos propostos, dentro de suas possibilidades, ou seja, a criança aprende usando suas habilidades, tempo, competências e o processamento da informação será diferente, com base nas experiências, motivações e crenças de cada criança.

 

 

Revista Conhecimento Prático Língua Portuguesa | Ed. 56